Vícios e Virtudes

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EM FORMAÇÃO

AUTOR
Macedo,Hélder
DIMENSÃO
10,32 MB
NOME DO ARQUIVO
Vícios e Virtudes.pdf
ISBN
8102315743735

DESCRIÇÃO

O romancista é um fingidor. VÍCIOS E VIRTUDES, do também poeta Helder Macedo, começa e termina com um diálogo entre dois escritores sobre a misteriosa Joana, para ambos inspiradora de livros. Em torno dela se constrói este romance de romances, de histórias que inventam a realidade na qual se baseiam, sempre desconstruídas por seus vários narradores, menos através de uma metalinguagem do que de um diálogo de linguagens. Por meio das histórias em torno de Joana, VÍCIOS E VIRTUDES pode ser lido como uma reflexão sobre a identidade e, especialmente, a identidade nacional portuguesa, remetida a dois marcos: o reino de Dom Sebastião, cuja morte frustrou o projeto de expansão do império e provocou a perda da nacionalidade lusitana, e a Revolução de Abril. Ou sobre a recusa da identidade, como veremos. De fato, para o principal narrador, que se faz passar pelo autor, Joana seria uma espécie de reencarnação da mãe de Dom Sebastião, Joana de Áustria. Para o escritor com quem dialoga, uma "revolucionária capitalista". Ela seria a própria identidade portuguesa, "mulher moderna, a nova nação", nas palavras do principal narrador. Pelo que é possível depreender de sua vida amorosa, ela é amante do novo, casada com a tradição. Se o filho de Joana vivesse, teria 26 anos, a idade da Revolução de Abril. Mas pode ser que nunca tenha existido. Ou tenha morrido, o que nos leva a pensar que o sonho messiânico do Quinto Império, com a volta de Dom Sebastião, seja coisa do passado. Só que esta leitura não é tão simples nem tão linear quanto parece, pois a identidade - é isto que este novo romance de Helder Macedo nos mostra - é sempre mutante, migrante; está agora, segundo o ponto de vista, mas nunca é e, quando se afirma, é enganosa. Ao mesmo tempo inspiradora e produto do desejo e da imaginação de escritores, Joana coleta essa criação para ir compondo sua persona, seu próprio corpo. Ser e não ser, eis a questão. E se a história jamais é, mesmo sendo, se toma corpo em linguagens desenraizadas ou com raízes provisórias, como saber quem ganha e quem perde no jogo dos vícios e virtudes? Como traçar a linha divisória entre os dois campos? Essa recusa da identidade e da narrativa unidimensional não nos deixa mais longe, e, sim, mais próximo de Joana, bem como de Portugal. Em Helder Macedo, as metáforas, manejadas com ironia e irreverência, são alusivas a um realismo mítico. Na Lisboa de hoje, onde freqüentam o hotel Tivoli, o restaurante Pâbe, o bar Procópio e o Lux, entre o falso verdadeiro e o verdadeiramente falso, seus personagens buscam uma veracidade mais verdadeira, ao viverem os dilemas da contemporaneidade. Helder Macedo nasceu em 1935, na África do Sul. Passou a infância em Moçambique, mudou-se para Portugal e, desde 1960, mora em Londres, onde rege a cátedra Camões no King""s College. Após o 25 de Abril da Revolução dos Cravos, voltou por um curto período a Portugal e foi Ministro da Cultura no governo de Maria de Lourdes Pintasilgo. "O romance se estrutura por jogos especulares em que amor e morte, perdas e ganhos, verdades e traições, vícios e virtudes, aparecem lado a lado, como as necessárias duas faces de uma moeda ou como o verso e o reverso das cartas do baralho, em que a face visível da rainha de copas só faz pressentir a existência silenciada do seu reverso em negro." - Teresa Cristina Cerdeira "Vícios e virtudes é uma daquelas narrativas que prendem arfantemente o leitor no encalço de querer saber o que aconteceu ou está para acontecer (e as duas coisas aqui andam sempre juntas)..." - Eduardo Prado Coelho, Público (Lisboa) "Um permanente desafio à inteligência, aos nervos e à sensibilidade do leitor." — Luisa Mellid-Franco, Expresso (Lisboa)

Sei oque é perde o prazer da vida Na solidão que não fui consolado Ignoro minha expectativa Mas cresce os olhos no meu resultado. Tem hora que é melhor ter vicio, do que virtude Perseguem toda atitude fiz oque pude Não mude por nada nem ninguém Só mude por você, aquilo que convém. Charlie Brown Jr.

O que se precipita na virtude nunca morre. Baltasar Gracián y Morales.

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