Depressões

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EM FORMAÇÃO

AUTOR
Müller,Herta
DIMENSÃO
5,47 MB
NOME DO ARQUIVO
Depressões.pdf
ISBN
7072769078081

DESCRIÇÃO

Há uma grande e amarga ironia histórico-literária que emana de autores como a romena naturalizada alemã Herta Müller, a consagrada autora dos contos de Depressões. Se, de início, em obras como Robison Crusoe, de Daniel Defoe, a então nova prosa de ficção ainda podia louvar o herói capitalista, empreendedor e individualista, pouco depois, já a partir da Revolução Francesa e das jornadas revolucionárias do século XIX, a prosa de ficção se torna, como nos grandes autores russos e, principalmente, no naturalismo e no realismo, em Flaubert como em Zola, a forma por excelência de “desconstrução” crítica da sociedade burguesa. Sociedade burguesa que o socialismo da Romênia natal de Herta Müller deveria sepultar, sepultando assim, de roldão, a arte crítica, que passaria então a ser arte “revolucionária” ou “popular”. Mas, como se sabe, as coisas não saíram conforme planejado. Daí as obras de autores como Pasternak, Soljenítsin, Kertész – e Herta Müller. Se há em Müller ecos de Brecht, de Kafka, de Beckett, a sociedade que ela “desconstrói” – ainda que não explícita ou diretamente – é, porém, socialista. Por um lado, isso serve para reforçar, através da arte, o que a história e a política já decretaram: a falência do chamado “socialismo real”, apesar dos não-eventuais saudosistas. Por outro lado, demonstra que a literatura, em que pese o reinado da cultura de massa, ainda tem muito a dizer sobre a dimensão política da condição humana. Por exemplo, que a velha e persistente questão entre pão e liberdade (capaz de levar defensores do regime cubano a ainda o apoiarem em nome da oferta de “pão”, apesar da desoferta de liberdade), é uma falsa questão: pois nem só de pão vive o homem. E se a miséria no sistema liberal capitalista torna a liberdade uma falácia, a opressão nas ditaduras de todas as cores torna o pão insuficiente. A realidade, enfim, é mais complexa do que pretende a vã ideologia. Daí ainda precisarmos de escritores como Herta Müller.

Os sintomas corriqueiros estão presentes. Porém, junto deles, pintam outros, como delírios de perseguição ou a sensação de que algo muito ruim está para acontecer a qualquer momento.

Há casos em que a psicose se agrava e o sujeito mistura a realidade com fantasias de sua cabeça. Fabien, Herve, Ines, Jorge, Karine, Leon, Myriam, Odette, Prosper, Raquel, Simon, Teresa e Valentin. Estes são exemplos de nomes que poderão vir a ser usados para denominar as próximas tempestades a atingirem a Europa, depois das depressões Cecilia, Daniel e Elsa, avança a cadeia de rádios espanhola COPE. As depressões são classificadas em depressão absoluta, quando ela está abaixo do nível do mar, ou depressão relativa, que ao contrário da anterior, é quando ela está situada acima do nível do mar e abaixo da região ao seu entorno. Depressão é uma doença como qualquer outra.

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